segunda-feira, 26 de setembro de 2011
e em segredo te sonhar
a lógica nunca me deixa entender
o que a loucura me permite viver
tua companhia distante
me trazendo-me a saudade constante
de coisas que por ventura irei viver
sem ao certo saber descrever
nas noites solitárias
me encontro em teu afago ilusório
me perdendo em doce lábios
que apenas em fantasia toquei
por : samara Morgan
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Breve Tempo

(Soneto)
Se me queres amar ama-me nesta hora enquanto fruto dando-te a semente. Se te apraz me louvar louva-me agora quando do teu louvor vivo carente.
Aprende a te doar antes que a aurora mude nas cores cinza do poente. Se precisas chorar debruça e chora hoje que o meu regaço é doce e quente.
A vida é breve dança sobre arame. Sorve teu cálice antes que derrame ninho vazio que o vento derrubou.
Porque quando eu cair num dia incerto parado o coração o olhar deserto nem mesmo eu saberei que já não sou.
Escrito por :Alonso Rocha
quinta-feira, 30 de junho de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
O último discurso

de “O Grande Ditador”
Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar – se possível – judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo – não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora... milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que me podem ouvir eu digo: “Não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão! Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos!
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade! No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o Reino de Deus está dentro do homem – não de um só homem ou grupo de homens, ms dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder – o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de faze-la uma aventura maravilhosa. Portanto – em nome da democracia – usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos!
Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos! Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo – um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Lágrimas da vida

Se tu souberas que lembrança amarga
Que pensamento desflorou meus dias,
Oh! tu não creras meu sorrir leviano,
Nem minhas insensatas alegrias!
Quando junto de ti eu sinto, às vezes,
Em doce enleio desvairar-me o siso,
Nos meus olhos incertos sinto lágrimas...
Mas da lágrima em troco eu temo um riso!
O meu peito era um templo - ergui nas aras
Tua imagem que a sombra perfumava...
Mas ah! emurcheceste as minhas flores!
Apagaste a ilusão que o aviventava!
E por te amar, por teu desdém, perdi-me...
Tresnoitei-me nas orgias macilento,
Brindei blasfemo ao vício e da minh'alma
Tentei me suicidar no esquecimento!
Como um corcel abate-se na sombra,
A minha crença agoniza e desespera...
O peito e lira se estalaram juntos...
E morro sem ter tido primavera!
Como o perfume de uma flor aberta
Da manhã entre as nuvens se mistura,
A minh'alma podia em teus amores
Como um anjo de Deus sonhar ventura!
Não peço o teu amor... eu quero apenas
A flor que beijas para a ter no seio...
E teus cabelos respirar medroso...
E a teus joelhos suspirar d'enleio!
E quando eu durmo... e o coração ainda
Procura na ilusão tua lembrança,
Anjo da vida passa nos meus sonhos
E meus lábios orvalha d'esperança!
quarta-feira, 15 de junho de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
pela janela

quinta-feira, 11 de março de 2010
profana paixão
sou tentada a tocar teu corpo
visto em repouso
pecaminosos desejos perde-me em teu beijo .
luxuriosos pensamentos doentes
sonhando beber na tua boca o vinho quente .
Libidinando seu copro
emquanto dormia
no vazio surge suspiros e entre suspiros gemidos .
Perdoe minha profana paixão
não sei explica-la com exatidão
o desejo por teu corpo em putrefação .
O teu leito imfâme exala pecado
me destino a não viver sem teu afago
descansa sobre mim teu corpo
gélido prazer
na ilusão de me aquecer.
O frio cortante me faz em pedaços
de tristeza meu corpo padace
e em lagrimas minha alma fenece
No meu ultimo adeus você reviveu
justo no momento em que o vel negro me emvolveu .
Despertei com o ecoar das chorosas canções
e minhas primeira visão sucedeu
a bela jovem morreu .
Agora no giros dos meus delirios
em mente gritos ocultamente sombrios
continuas aqui em meu dominio
e em meu peito descança seu cranio
Seus beijos traduz a morte
beijos gelidos de labios sem vida
escrito por : samara Morgan e Rose of blood
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
romance vampiro

sábado, 1 de agosto de 2009
Dama negra

quarta-feira, 29 de julho de 2009
vida obscura

Ninguém sentiu o teu espasmo obscuro,
Ó ser humilde entre os humildes seres.
Embriagado, tonto dos prazeres,
O mundo para ti foi negro e duro.
Atravessaste num silêncio escuro
A vida presa a trágicos deveres
E chegaste ao saber de altos saberes
Tornando-te mais simples e mais puro.
NinguémTe viu o sentimento inquieto,
Magoado, oculto e aterrador, secreto,
Que o coração te apunhalou no mundo.
Mas eu que sempre te segui os passos
Sei que cruz infernal prendeu-te os braços
E o teu suspiro como foi profundo
domingo, 26 de julho de 2009
Oculta cançao
a letra e a ilusão o ritmo e a solidão
vibrando no silencio
dançando com o vento
me perco no encanto
me aventuro com espanto
solos de guitarra me fazem esquecer
como é triste viver sem você
te eternizo na minha canção
mas não te guardo na minha emoção
sem tua companhia aprender a compor
dei vida a rosa que murchou
descobrir que a vida tem
mas fantasia que do sonhei
e você era apenas um mistério
que em meus versos desvendei
quando os ventos soprarem
a oculta canção
você já não habitara em meu coração
Escrito por : Morgan toxic







